Trajando as roupas do professor universitário Élio Meneses, 46, assassinado no último dia 16, os dois últimos suspeitos pelo latrocínio foram apresentados na tarde de ontem, no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Recife. José Edenilson dos Santos, 19, o Matuto, e um adolescente de 17 anos foram entregues pelo próprio pai de José, quando buscavam refúgio em Lagoa dos Gatos, no Agreste de Pernambuco, no último sábado. Os novos depoimentos revelaram a verdadeira conduta dos três envolvidos no crime e a ordem dos fatos. Primeiro, o assassinato. Depois, o roubo.
Segundo a polícia, o objetivo era realmente roubar o carro do professor - veloz e ideal para assaltos a banco. Matuto era integrante de uma quadrilha especializada em roubos de veículos e agora o serviço de inteligência da polícia busca pistas dos demais integrantes do bando. A reprodução simulada do crime está prevista para acontecer quinta-feira, às 19h.
O piscineiro Mário Pereira dos Santos, 22, conhecido como Gu, preso na últimaquinta-feira, apontado como mentor intelectual do latrocínio, teria ido horas antes ao apartamento do professor com os outros dois suspeitos para articular a ação. Mário Pereira teria ligado para o professor e solicitado que ele descesse.
Embaixo do prédio, ele pediu carona para os outros dois amigos. No meio do caminho, José Edenilson anunciou o assalto. ´O plano era deixar o docente na Torre e fugir com o veículo, mas depois mudaram os rumos da ação`, informou a delegada Gleide Ângelo. O professor foi obrigado a tirar a blusa e entrar no porta malas do carro. Após alguns minutos, estava decidido, Élio deveria morrer. ´Gu articulou todo o assassinato por medo, ele sabia que seria reconhecido. Matuto atirou e o adolescente presenciou. Na reprodução vamos tirar as dúvidas`, ressaltou Gleide Ângelo.
Em depoimento, o adolescente afirmou que só foi porque Matuto o chamou para resolver uma 'parada', mas não sabia o que era. Disse também ter escutado o professor implorar pela vida minutos antes do tiro. Depois, Matuto teria dito ´acabei de matar uma pessoa que nunca fez nada para mim, agora eu mato qualquer um`. Após o crime, Matuto e Gu voltaram à casa do professor e roubaram diversos pertences. Depois queimaram o veículo. (Adaíra Sene)
Fonte Por : Diaro de Pernanbuco
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