Os três adolescentes que teriam sido espancados e incitados a praticar sexo oral em policiais militares do 16º Batalhão de Polícia Militar (BPM), na última quinta-feira, próximo ao Fórum Joana Bezerra, no Recife, foram ouvidos hoje na GPCA. A delegada responsável pelo caso, Kelly Luna, também conversou com outras testumunhas para apuração do inquérito.
Segundo Luna, os oito policiais envolvidos já foram identificados e devem ser ouvidos esta semana. Ela ainda contou que as testemunhas falaram sobre as agressões. “Eles falaram dos chutes e murros que receberam e informaram que um dos policiais abriu o zíper e fez uma ameaça psicológica provocando os adolescentes à prática do sexo oral, mas não teria acontecido o contato, apenas a ameaça”, informou a delegada.
O inquérito deve ser concluído em 30 dias. Se forem confirmadas as denúncias, os policiais podem responder por crime de tortura, abuso de autoridade e lesão corporal. A Corregedoria Geral da SDS abriu um processo administrativo para apurar o que de fato aconteceu. Enquanto isso, os policiais vão permanecer livres e atuando até a conclusão do caso.
Fonte : Folha Pe
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