“Aqui, só volta ao trabalho quando decidirem pagar os benefícios”. A frase foi pronunciada por um dos mais de três mil trabalhadores do Consórcio Odebrecht/OAS (Conest), um dos responsáveis pela obra da Refinaria Abreu e Lima, no Complexo Industrial Portuário de Suape. Os operários declararam greve na última segunda-feira. Os funcionários amanheceram, nesta sexta-feira (11), mais uma vez em frente ao canteiro de obras e impedem que outros passem pelo bloqueio.
Dois microônibus com vários policiais do Batalhão de Choque foram deslocados para o local. Até o momento, a movimentação é pacífica e sem tumultos, segundo um manifestante, que não quis ser identificado. Outras dez viaturas da PM também estão posicionadas. Ele informou que todas as passagens que dão acesso ao canteiro estão bloqueadas pelos trabalhadores.
“Queremos que liberem o ônibus”, reivindica o funcionário. De acordo com ele, apesar de a empresa ter se comprometido em oferecer o transporte necessário para a volta dos trabalhadores à obra, a promessa não teria sido cumprida.
Por meio de nota, enviada na última quarta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores nas indústrias da Construção Pesada de Pernambuco (Sintepav/PE) afirmou que o término da paralisação foi acordada diante do compromisso da empresa em realizar, entre outros tópicos, o reembolso do desconto indevido do plano odontológico, a reavaliação da qualificação profissional e o laudo de periculosidade.
Também na quarta-feira, dia em que a mobilização se agravou, o funcionário Thiago Ramos de Souza, 23 anos, foi ferido com uma bala perdida no rosto. Ele foi levado para o Hospital Getúlio Vargas e depois transferido para o Hospital Português. O autor do disparo ainda é desconhecido.
Fonte : Por Geison Macedo Da Folha Digital
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