quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

JULGAMENTO

Ex-PM é condenado a 37 anos de prisão por morte de Taciana Barbosa



O ex-policial militar Marcos Antônio de Medeiros foi condenado a 37 anos de prisão por matar Taciana Barbosa de Carvalho, ex-companheira dele. O julgamento começou às 9h desta terça-feira (2). A mãe de Taciana foi ouvida hoje. O crime aconteceu em 2008.

A defesa de Marcos Antônio foi baseada na falta de provas contra o ex-policial. O advogado alegava que apenas testemunhas afirmaram ter visto o ex-PM jogar algo no mar, mas que ninguém sabia se era realmente um corpo. De acordo com a acusação, todas as provas existiam, pois cada testemunha tinha visto uma parte do crime.
Taciana, que era corretora, foi vista pela última vez no dia 11 de maio de 2008, no terminal de ônibus de Rio Doce, Olinda. Ela estava grávida de 8 meses quando foi assassinada. A corretora foi sequestrada após receber ligação do policial militar convidando-a para um encontro.
Marcos Antônio foi julgado por seis crimes. A soma total das condenações foi de 37 anos de reclusão e 240 dias de multa.
Por ser réu primário, o ex-policial foi condenado a 19 anos de prisão por homicídio. Ele também pegou 3 anos por sequestro, 7 anos por aborto, 4 anos por furto qualificado (ele é acusado de ter roubado o celular de Taciana), 2 anos de reclusão e 120 dias de multa por ocultação de cadáver e mais 2 anos de reclusão e 120 dias de multa por coação (Marcos Antônio teria coagido as testemunhas a deporem a favor dele).
O advogado de defesa disse logo após a decisão que estava recorrendo e que iria pedir a anulação do julgamento. Ele pede que Marcos Antônio seja novamente julgado, pois, segundo o advogado, não há provas contra o ex-PM.
A família de Taciana estava bastante tensa durante o julgamento, sempre abraçados e rezando juntos. Os pais da mulher disseram depois que "a justiça foi feita".

Marcos Antônio foi julgado por seis crimes. A soma total das condenações foi de 37 anos de reclusão e 240 dias de multa

Foto: Guga Matos/JC Imagem


PALAVRAS-CH

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O julgamento do ex-policial militar Marco Antônio de Medeiros Silva, acusado de matar a corretora Taciana Barbosa de Carvalho em 2008.

Mãe diz que ex-PM ameaçava vítima para que ela fizesse um aborto

Publicação: 02/12/2014 11:02 Atualização:

Começou na manhã desta terça-feira, no Fórum de Olinda, o julgamento do ex-policial militar Marco Antônio de Medeiros Silva, acusado de matar a corretora Taciana Barbosa de Carvalho em 2008. Taciana estava grávida de oito meses do ex-PM, com o qual mantinha um relacionamento extraconjugal, quando desapareceu no dia 11 de maio de 2008, dia das mães.De acordo com as investigações, o acusado teria jogado o corpo da vítima em alto mar, em Itamaracá. A polícia realizou buscas, mas o cadáver nunca foi encontrado.

A mãe da vítima foi a primeira e única testemunha de acusação a depor. Fátima Maria Barbosa de Carvalho disse que no dia em que a filha desapareceu, o acusado telefonou para Taciana e marcou encontro. A mãe contou que estava ao lado da filha quando ela atendeu a ligação pelo celular.

O encontro teria sido no terminal de ônibus de Rio Doce, às 20h30 e quando chegou ao local, Taciana teria telefonado para a mãe, mas meia hora depois, Fátima teria ligado e o celular da filha já estaria desligado. Ela acrescentou que as investigações mostraram que o aparelho estaria em poder do acusado.

Fátima disse ainda que Marcos teria oferecido o medicamento Citotec para que a gestante abortasse o bebê e que o ex-PM questionava se o filho era dele, dizia que iria provar e teria ameaçado a grávida, exigindo o aborto, mas ela teria decido  criar o filho sozinha. 

A testemunha contou também que a filha chegou a ser envolvida com agiotagem e que, anos antes do crime, um agiota chegou a procurá-la mas ela descarta ligação do fato com o crime.
Marco foi indiciado e denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco pelos crimes de sequestro, homicídio triplamente qualificado, aborto, furto qualificado, ocultação de cadáver e coação a testemunhas.  Se condenado por todos os crimes, ele pode cumprir uma pena de até 60 anos de prisão.

Quanto vale a vida de um PM ?


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Soldado do Exército achou pouco salário do quartel

Soldado do Exército é preso suspeito de participar de assalto a banco.

Deiverson Correia dos Santos, 21 anos,
 foi localizado porque utilizou o carro do próprio pai para cometer o crime.


Um soldado do Exército foi preso na tarde desta segunda-feira (1º) suspeito de participar do assalto a uma agência do Banco do Brasil localizada no Paissandu, área central do Recife, durante a manhã. De acordo com a Polícia Militar (PM), Deiverson Correia dos Santos, 21 anos, foi localizado porque utilizou o carro do próprio pai para cometer o crime.
“Nós recebemos uma informação denunciando as placas do carro (Corsa Hatch: CYK 0356) e de uma das motos (Honda XRE 300: OYV 6213) que haviam sido usados no roubo e levantamos os endereços de seus respectivos donos. O proprietário do carro, residente no bairro do Arruda, afirmou que havia emprestado o veículo ao filho, o Deiverson, e nos ajudou a localizá-lo”, explicou o major Reginaldo Filho, comandante do 11º BPM. Apesar de já ter cumprido pena por homicídio, a participação do pai do suspeito no assalto está descartada.
Sem desconfiar que estava sendo procurado pela polícia, Deiverson Correia combinou com o pai de entregar o veículo na casa de uma tia, localizada no Vasco da Gama. Assim que chegou ao local, foi abordado pelos policiais militares. “No cofre do carro foram encontrados três revólveres calibre 38. Dois deles pertenciam aos vigilantes do banco”, disse o major Reginaldo Filho. Na residência da tia do suspeito foi localizada uma das motos utilizadas na investida, a outra, de placa PGN 8786, ainda está sendo procurada.
Mesmo tendo sido flagrado com todo esse material, Deiverson não assumiu o crime e foi encaminhado ao Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri). Na delegacia, porém, foi verificado que, por baixo da calça jeans que ele vestia, havia uma bermuda vermelha, a mesma que pode ser vista nas imagens do assalto à agência bancária. Sem ter mais como negar sua participação no delito, o suspeito admitiu tê-lo cometido.
Deiverson foi autuado em flagrante por assalto qualificado e posse ilegal de arma. O suspeito passou mais detalhes do assalto na delegacia, informando, inclusive, o nome dos outros sete participantes da ação. As investigações e localização dos demais criminosos ficará a cargo da Polícia Civil.

Passados quatro meses, a tragédia que tirou a vida do ex-governador.

Festa do Morro da Conceição celebra a memória de Eduardo Campos

Cláudia Ferreira - Esp. para o Diario de Pernambuco
Publicação: 01/12/2014 22:32 Atualização:
Passados quatro meses, a tragédia que tirou a vida do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos ainda emociona seus entes queridos e admiradores. Ana Arraes, mãe de Eduardo, não conteve as lágrimas. Acompanhada da nora Renata Campos e de quatro dos netos, a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), com muita discrição, chorou toda a missa celebrada em homenagem ao seu filho, morto em agosto num acidente aéreo. A solenidade da noite desta segunda-feira (1º) ainda prestou tributos ao escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, também falecido este ano.

Renata e seus filhos pareciam serenos, mas Em seu sermão, o Padre José Roberto França, destacou a razão pela qual a paróquia do Morro da Conceição, em plena semana de festa da santa, estava celebrando a memória de Eduardo. “Este santuário tem uma forte ligação com Eduardo em virtude da mobilização dele para sua construção”, lembrou o pároco.

Com o microfone em mãos, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, fizeram breves discursos de agradecimento e aproveitaram para firmar compromissos. “Eu subi ao Morro sempre acompanhado do nosso governador Eduardo. Fica o agradecimento a todos que aqui vieram para prestar sua homenagem”, disse o prefeito, que prometeu buscar parcerias com a iniciativa privada para garantir o restauro da imagem da Virgem da Conceição. “Tive a oportunidade de vir aqui algumas vezes este ano, para pedir voto, pois estava em campanha eleitoral. Mas agora tenho a oportunidade de agradecer”, celebrou Câmara, ressaltando a importância de continuar “rezando por um Pernambuco melhor e mais justo”.

João Campos, um dos filhos do homenageado, também subiu ao púlpito da igreja e leu alguns versículos do livro de Isaías. Após a celebração, João exaltou a fé que herdou do pai. “Eu sou católico, sempre frequento missa. E vir aqui era um hábito que meu pai tinha. Ele sempre se colocava solícito a ajudar a comunidade católica. Não como governante, mas como cristão que era”, defendeu.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Lula chora ao ligar para mãe de Eduardo Campos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ao Recife para o funeral do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Na quarta-feira, 13, depois de conversar por telefone com a mãe do candidato do PSB à Presidência, Ana Arraes, o ex-presidente decidiu viajar para Pernambuco.
Lula gravava programas eleitorais para candidatos do PT em uma produtora no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, quando recebeu as primeiras notícias, ainda não confirmadas, sobre a queda do avião no qual viajava Eduardo Campos, que foi ministro de Ciência e Tecnologia de seu governo.
De acordo com pessoas que acompanhavam o ex-presidente Lula em São Paulo, ele interrompeu as gravações e passou a buscar notícias mais precisas sobre o acidente. Quando chegou a confirmação de que todos os passageiros da aeronave, inclusive o candidato do PSB ao Palácio do Planalto, haviam morrido, Lula, extremamente emocionado, telefonou para Ana Arraes e chorou ao telefone.
Ao desligar, ainda consternado, o ex-presidente comentou com as pessoas que acompanhavam a gravação sua tristeza em relação a Ana Arraes, à viúva de Campos, Renata, e aos cinco filhos do ex-governador de Pernambuco. Segundo essas pessoas que estavam com Lula, o ex-presidente não fez comentários sobre possíveis impactos políticos da tragédia.
Dedicação
A tristeza foi manifestada na nota de pesar divulgada na quarta-feira, 13, à tarde pelo Instituto Lula. "O País perde um homem público de rara e extraordinária qualidade. Tive a alegria de contar com sua inteligência e dedicação nos anos em que foi nosso ministro de Ciência e Tecnologia. Ao longo de toda sua vida, Eduardo lutou para tornar o Brasil um país mais justo e digno", diz um trecho da nota.
"O carinho, o respeito e a admiração mútua sempre estiveram presentes em nossa convivência. Nesse momento de dor, eu e Marisa nos solidarizamos com sua mãe, Ana Arraes, sua esposa, Renata, seus filhos e toda a sua família, amigos e companheiros" afirma texto divulgado pelo Instituto Lula.
Depois de orientar sua assessoria sobre a redação da nota, o ex-presidente Lula cancelou todos os compromissos do dia e foi para sua casa, em São Bernardo do Campo. Antes de sair da produtora na Vila Mariana, o ex-presidente ainda lamentou o fato de Campos ter morrido jovem, com apenas 49 anos. O ex-governador fez aniversário no domingo passado.
Mesmo depois de o ex-governador de Pernambuco confirmar a sua candidatura ao Palácio do Planalto e dar início à campanha com fortes críticas ao governo da petista Dilma Rousseff, Lula manifestou a interlocutores que ainda tinha esperança de que Campos estivesse, mais uma vez, no mesmo campo político do PT, fosse no 2.º turno das eleições deste ano, fosse nas próximas disputas. O presidenciável do PSB entregou os cargos que o partido ocupava no governo Dilma em setembro do ano passado. 
Na nota divulgada na quarta-feira, 13, o ex-presidente Lula lembra ainda que conheceu Campos por meio de seu avô, Miguel Arraes, e o período em que o ex-governador participou do governo petista como ministro da Ciência e Tecnologia.
"Estou profundamente entristecido com a trágica morte de Eduardo Campos. Um grande amigo e companheiro. Conheci Eduardo através de seu avô, Miguel Arraes, um memorável líder das causas populares de Pernambuco e do Brasil", diz o texto, no qual Lula também lamenta a morte dos outros passageiros da aeronave.

Bombeiros acham carteira de Eduardo Campos em local do acidente

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitão Marcos Palumbo, disse nesta quinta-feira (14) que as equipes de busca encontraram a carteira pertencente ao candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, que morreu na queda de uma aeronave na região central da cidade da Baixada Santista. De acordo com ele, os trabalhos durante a madrugada avançaram bem e foi possível encontrar mais partes de corpos das sete vítimas em um local onde o capitão acredita que a aeronave tocou o solo. Ainda ontem, as duas caixas-pretas do avião foram encontradas e encaminhas para perícia. Nela há registros dos últimos diálogos ocorridos na cabine da aeronave que caiu em Santos.
Palumbo disse que os homens do Corpo de Bombeiros começarão nesta manhã a busca por fragmentos do Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, e de corpos num raio de 50 metros do local da queda. Depois, eles voltam a dar prioridade para o ponto central do acidente. "Se não encontrarmos mais nada, entregaremos os trabalhos para os peritos", disse.
As buscas seguiram sem interrupções durante a madrugada desta quinta-feira. Segundo Palumbo, a chuva não foi forte o suficiente para atrapalhar os agentes. As equipes da corporação trocam de turno a cada uma hora na tarefa de vasculhar a área. "Nesta manhã deveremos avançar bastante para que tenhamos quantidade de corpos suficientes para fazer a identificação", afirmou.
Desde ontem, peritos da Polícia Federal, do Instituto de Criminalística e do Cenipa estão no local. As partes das vítimas encontradas são enviadas para exame no Instituto Médico Legal (IML) em São Paulo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Morre o ex-governador e candidato à presidência Eduardo Campos

O ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) morreu na manhã desta quarta-feira (13) em virtude de um acidente aéreo na cidade de Santos, no litoral de São Paulo. A informação foi confirmada por Carlos Siqueira, presidente do PSB em São Paulo, além dos deputados Fábio Feldman (PV) e Júlio Delgado (PSB/MG).

Além da morte de Campos, o nome do fotógrafo Alexande Severo veio à tona, já que os documentos do fotógrafo foram encontrados nos escombros do acidente. Sabe-se, também, que a esposa de Eduardo, Renata Campos, não estava na aeronave, um jato particular que saía do Rio de Janeiro para Santos. Segundo Bazileu Margarido, coordenador da Rede Sustentabilidade, todos os que estavam na aeronove morreram. 

Acidente que vitimou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos aconteceu em Santos, São paulo. Foto: Futura Press/Estadão ConteúdoAcidente que vitimou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos aconteceu em Santos, São paulo. Foto: Futura Press/Estadão Conteúdo

A lista oficial da aeronáutica dos mortos na queda do aeronave que vitimou o candidato a presidência Eduardo Campos ainda não foi divulgada. A Globo News, porém, divulgou uma lista extra oficial com apenas quatro nomes, além do ex-governador pernambucano. Na lista - não oficial, vale salientar - estão os nomes dos asessores Carlos Percol e Pedro Valadares e os fotógrafos Alexandre Severo e Marcelo Lyra.

Todos os outros candidatos à presidência cancelaram suas agendas.

Veja a lista de mortos no acidente de avião que matou Eduardo Campos

Jato caiu sobre casas em Santos (SP) com sete pessoas a bordo.
Presidenciável do PSB tinha viajado para cumprir agenda de campanha.


Veja abaixo a lista das vítimas do acidente:
 
Da esquerda para a direita: Carlos Percol, Marcelo Lyra, o surfista Carlos Burle e Alexandre Severo (Foto: Reprodução/Instagram)Da esquerda para a direita: Carlos Percol, Marcelo
Lyra, o surfista Carlos Burle (que não estava no
avião) e Alexandre Severo
(Foto: Reprodução/Instagram)
Alexandre Severo Gomes da Silva, fotógrafo

Carlos Augusto Ramos Leal Filho, assessor
Conhecido como Percol, o jornalista era assessor de imprensa.

Eduardo Henrique Acioly Campos, candidado à presidência
Nascido em Recife, era presidenciável pelo PSB. Ele foi deputado federal e governou Pernambuco por dois mandatos. 

Geraldo da Cunha, piloto
Marcos Martins, piloto
Marcelo de Oliveira Lyra, cinegrafista
Pedro Almeida Valadares Neto, assessor de campanha e ex-deputado federal
Conhecido como Pedrinho Valadares, nasceu em Simão Simas (SE) em 1965. Foi advogado e deputado federal entre 1991 e 1995 pelo PFL; entre 1997 e 1999 pelo PP; e entre 1999 e 2003 pelo PSB. Mais tarde, assumiu mandato em 2008 e em 2010 como suplente pelo DEM.

Veja a trajetória de Eduardo Campos, filho e neto de políticos

Novembro de 1987 - Eduardo Campos (esq.) deixa a casa do deputado Ulysses Guimarães em São Paulo ao lado de seu avô, o então governador do Pernambuco, Miguel Arraes (centro) (Foto: Newton Aguiar/Estadão Conteúdo/Arquivo)
De família tradicional na política em Pernambuco, o ex-governador Eduardo Campos, 49 anos, nasceu no Recife em 10 de agosto de 1965. Ele era casado e pai de cinco filhos. Filho de Maximiliano Arraes e da ex-deputada federal e ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes, Campos se formou em economia na Universidade Federal de Pernambuco, onde atuou como presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade.
O contato com a política começou cedo, em 1986, quando trabalhou ativamente na campanha que elegeu seu avô, Miguel Arraes, ao governo de Pernambuco. Na época, Campos tinha apenas 21 anos. Quatro anos depois, em 1990, ele se filiou ao PSB.
Em 1994, com apenas 29 anos, foi eleito deputado federal, cargo para o qual foi reeleito em 1998 e em 2002. No início do terceiro mandato como deputado, Campos se aproximou do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ajudando a mobilizar a base governista para aprovar a Reforma da Previdência.

Em janeiro de 2004, foi nomeado por Lula ministro de Ciência e Tecnologia, onde trabalhou pela aprovação da lei que autoriza pesquisas com células tronco embrionárias.  Em 2006, Eduardo Campos foi eleito governador de Pernambuco em primeiro turno, com mais de 60% dos votos válidos e foi reeleito, em 2010, com 83% dos votos válidos.
Eduardo Campos posa para foto em 2005, quando era ministro da Ciência e Tecnologia do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva  (Foto: (Foto: Joedson Alves/ Estadão Conteúdo/Arquivo))Eduardo Campos posa para foto em 2005, quando era ministro da Ciência e Tecnologia do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: (Foto: Joedson Alves/ Estadão Conteúdo/Arquivo))
A gestão à frente do estado foi marcada pelos esforços em modernizar industrialmente a região. Durante a maior parte dos dois mandatos, Campos apoio os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff.

Em 2013, ele passou a reforçar críticas ao governo de Dilma, especialmente com relação à gestão da economia e a aliança com o PMDB. Em 18 de setembro do ano passado, o PSB entregou os cargos no governo federal, inclusive o comando do Ministério da Integração, e passou a se posicionar de forma independente nas votações. A decisão de se afastar do governo e lançar candidatura própria motivou a saída do partido e filiação ao PROS do governador do Ceará, Cid Gomes, e do irmão dele, Ciro Gomes.
Em outubro, Eduardo Campos se aliou à ex-senadora Marina Silva na disputa presidencial, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar o registro da Rede Sustentabilidade, partido que ela tentava criar para concorrer às eleições. Em 4 de abril deste ano, Eduardo Campos renunciou ao governo de Pernambuco para se dedicar à campanha para a Presidência da República.
Em 28 de junho, em aliança com outros cinco partidos, o PSB oficializou a candidatura de Campos à Presidência e de Marina Silva à vice-presidência. Na campanha, Campos e Marina apresentaram uma série de propostas, como escola em tempo integral, passe livre para estudantes de escola pública e disseram ser possível reduzir a inflação para 3% até 2018.
Pesquisa Ibope, encomendada pela TV Globo e divulgada na última quinta-feira (7), apontava Campos em terceiro lugar na disputa, com 9% das intenções de voto.

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