terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Quanto vale a vida de um PM ?


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Soldado do Exército achou pouco salário do quartel

Soldado do Exército é preso suspeito de participar de assalto a banco.

Deiverson Correia dos Santos, 21 anos,
 foi localizado porque utilizou o carro do próprio pai para cometer o crime.


Um soldado do Exército foi preso na tarde desta segunda-feira (1º) suspeito de participar do assalto a uma agência do Banco do Brasil localizada no Paissandu, área central do Recife, durante a manhã. De acordo com a Polícia Militar (PM), Deiverson Correia dos Santos, 21 anos, foi localizado porque utilizou o carro do próprio pai para cometer o crime.
“Nós recebemos uma informação denunciando as placas do carro (Corsa Hatch: CYK 0356) e de uma das motos (Honda XRE 300: OYV 6213) que haviam sido usados no roubo e levantamos os endereços de seus respectivos donos. O proprietário do carro, residente no bairro do Arruda, afirmou que havia emprestado o veículo ao filho, o Deiverson, e nos ajudou a localizá-lo”, explicou o major Reginaldo Filho, comandante do 11º BPM. Apesar de já ter cumprido pena por homicídio, a participação do pai do suspeito no assalto está descartada.
Sem desconfiar que estava sendo procurado pela polícia, Deiverson Correia combinou com o pai de entregar o veículo na casa de uma tia, localizada no Vasco da Gama. Assim que chegou ao local, foi abordado pelos policiais militares. “No cofre do carro foram encontrados três revólveres calibre 38. Dois deles pertenciam aos vigilantes do banco”, disse o major Reginaldo Filho. Na residência da tia do suspeito foi localizada uma das motos utilizadas na investida, a outra, de placa PGN 8786, ainda está sendo procurada.
Mesmo tendo sido flagrado com todo esse material, Deiverson não assumiu o crime e foi encaminhado ao Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri). Na delegacia, porém, foi verificado que, por baixo da calça jeans que ele vestia, havia uma bermuda vermelha, a mesma que pode ser vista nas imagens do assalto à agência bancária. Sem ter mais como negar sua participação no delito, o suspeito admitiu tê-lo cometido.
Deiverson foi autuado em flagrante por assalto qualificado e posse ilegal de arma. O suspeito passou mais detalhes do assalto na delegacia, informando, inclusive, o nome dos outros sete participantes da ação. As investigações e localização dos demais criminosos ficará a cargo da Polícia Civil.

Passados quatro meses, a tragédia que tirou a vida do ex-governador.

Festa do Morro da Conceição celebra a memória de Eduardo Campos

Cláudia Ferreira - Esp. para o Diario de Pernambuco
Publicação: 01/12/2014 22:32 Atualização:
Passados quatro meses, a tragédia que tirou a vida do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos ainda emociona seus entes queridos e admiradores. Ana Arraes, mãe de Eduardo, não conteve as lágrimas. Acompanhada da nora Renata Campos e de quatro dos netos, a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), com muita discrição, chorou toda a missa celebrada em homenagem ao seu filho, morto em agosto num acidente aéreo. A solenidade da noite desta segunda-feira (1º) ainda prestou tributos ao escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, também falecido este ano.

Renata e seus filhos pareciam serenos, mas Em seu sermão, o Padre José Roberto França, destacou a razão pela qual a paróquia do Morro da Conceição, em plena semana de festa da santa, estava celebrando a memória de Eduardo. “Este santuário tem uma forte ligação com Eduardo em virtude da mobilização dele para sua construção”, lembrou o pároco.

Com o microfone em mãos, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, fizeram breves discursos de agradecimento e aproveitaram para firmar compromissos. “Eu subi ao Morro sempre acompanhado do nosso governador Eduardo. Fica o agradecimento a todos que aqui vieram para prestar sua homenagem”, disse o prefeito, que prometeu buscar parcerias com a iniciativa privada para garantir o restauro da imagem da Virgem da Conceição. “Tive a oportunidade de vir aqui algumas vezes este ano, para pedir voto, pois estava em campanha eleitoral. Mas agora tenho a oportunidade de agradecer”, celebrou Câmara, ressaltando a importância de continuar “rezando por um Pernambuco melhor e mais justo”.

João Campos, um dos filhos do homenageado, também subiu ao púlpito da igreja e leu alguns versículos do livro de Isaías. Após a celebração, João exaltou a fé que herdou do pai. “Eu sou católico, sempre frequento missa. E vir aqui era um hábito que meu pai tinha. Ele sempre se colocava solícito a ajudar a comunidade católica. Não como governante, mas como cristão que era”, defendeu.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Lula chora ao ligar para mãe de Eduardo Campos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ao Recife para o funeral do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Na quarta-feira, 13, depois de conversar por telefone com a mãe do candidato do PSB à Presidência, Ana Arraes, o ex-presidente decidiu viajar para Pernambuco.
Lula gravava programas eleitorais para candidatos do PT em uma produtora no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, quando recebeu as primeiras notícias, ainda não confirmadas, sobre a queda do avião no qual viajava Eduardo Campos, que foi ministro de Ciência e Tecnologia de seu governo.
De acordo com pessoas que acompanhavam o ex-presidente Lula em São Paulo, ele interrompeu as gravações e passou a buscar notícias mais precisas sobre o acidente. Quando chegou a confirmação de que todos os passageiros da aeronave, inclusive o candidato do PSB ao Palácio do Planalto, haviam morrido, Lula, extremamente emocionado, telefonou para Ana Arraes e chorou ao telefone.
Ao desligar, ainda consternado, o ex-presidente comentou com as pessoas que acompanhavam a gravação sua tristeza em relação a Ana Arraes, à viúva de Campos, Renata, e aos cinco filhos do ex-governador de Pernambuco. Segundo essas pessoas que estavam com Lula, o ex-presidente não fez comentários sobre possíveis impactos políticos da tragédia.
Dedicação
A tristeza foi manifestada na nota de pesar divulgada na quarta-feira, 13, à tarde pelo Instituto Lula. "O País perde um homem público de rara e extraordinária qualidade. Tive a alegria de contar com sua inteligência e dedicação nos anos em que foi nosso ministro de Ciência e Tecnologia. Ao longo de toda sua vida, Eduardo lutou para tornar o Brasil um país mais justo e digno", diz um trecho da nota.
"O carinho, o respeito e a admiração mútua sempre estiveram presentes em nossa convivência. Nesse momento de dor, eu e Marisa nos solidarizamos com sua mãe, Ana Arraes, sua esposa, Renata, seus filhos e toda a sua família, amigos e companheiros" afirma texto divulgado pelo Instituto Lula.
Depois de orientar sua assessoria sobre a redação da nota, o ex-presidente Lula cancelou todos os compromissos do dia e foi para sua casa, em São Bernardo do Campo. Antes de sair da produtora na Vila Mariana, o ex-presidente ainda lamentou o fato de Campos ter morrido jovem, com apenas 49 anos. O ex-governador fez aniversário no domingo passado.
Mesmo depois de o ex-governador de Pernambuco confirmar a sua candidatura ao Palácio do Planalto e dar início à campanha com fortes críticas ao governo da petista Dilma Rousseff, Lula manifestou a interlocutores que ainda tinha esperança de que Campos estivesse, mais uma vez, no mesmo campo político do PT, fosse no 2.º turno das eleições deste ano, fosse nas próximas disputas. O presidenciável do PSB entregou os cargos que o partido ocupava no governo Dilma em setembro do ano passado. 
Na nota divulgada na quarta-feira, 13, o ex-presidente Lula lembra ainda que conheceu Campos por meio de seu avô, Miguel Arraes, e o período em que o ex-governador participou do governo petista como ministro da Ciência e Tecnologia.
"Estou profundamente entristecido com a trágica morte de Eduardo Campos. Um grande amigo e companheiro. Conheci Eduardo através de seu avô, Miguel Arraes, um memorável líder das causas populares de Pernambuco e do Brasil", diz o texto, no qual Lula também lamenta a morte dos outros passageiros da aeronave.

Bombeiros acham carteira de Eduardo Campos em local do acidente

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitão Marcos Palumbo, disse nesta quinta-feira (14) que as equipes de busca encontraram a carteira pertencente ao candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, que morreu na queda de uma aeronave na região central da cidade da Baixada Santista. De acordo com ele, os trabalhos durante a madrugada avançaram bem e foi possível encontrar mais partes de corpos das sete vítimas em um local onde o capitão acredita que a aeronave tocou o solo. Ainda ontem, as duas caixas-pretas do avião foram encontradas e encaminhas para perícia. Nela há registros dos últimos diálogos ocorridos na cabine da aeronave que caiu em Santos.
Palumbo disse que os homens do Corpo de Bombeiros começarão nesta manhã a busca por fragmentos do Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, e de corpos num raio de 50 metros do local da queda. Depois, eles voltam a dar prioridade para o ponto central do acidente. "Se não encontrarmos mais nada, entregaremos os trabalhos para os peritos", disse.
As buscas seguiram sem interrupções durante a madrugada desta quinta-feira. Segundo Palumbo, a chuva não foi forte o suficiente para atrapalhar os agentes. As equipes da corporação trocam de turno a cada uma hora na tarefa de vasculhar a área. "Nesta manhã deveremos avançar bastante para que tenhamos quantidade de corpos suficientes para fazer a identificação", afirmou.
Desde ontem, peritos da Polícia Federal, do Instituto de Criminalística e do Cenipa estão no local. As partes das vítimas encontradas são enviadas para exame no Instituto Médico Legal (IML) em São Paulo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Morre o ex-governador e candidato à presidência Eduardo Campos

O ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) morreu na manhã desta quarta-feira (13) em virtude de um acidente aéreo na cidade de Santos, no litoral de São Paulo. A informação foi confirmada por Carlos Siqueira, presidente do PSB em São Paulo, além dos deputados Fábio Feldman (PV) e Júlio Delgado (PSB/MG).

Além da morte de Campos, o nome do fotógrafo Alexande Severo veio à tona, já que os documentos do fotógrafo foram encontrados nos escombros do acidente. Sabe-se, também, que a esposa de Eduardo, Renata Campos, não estava na aeronave, um jato particular que saía do Rio de Janeiro para Santos. Segundo Bazileu Margarido, coordenador da Rede Sustentabilidade, todos os que estavam na aeronove morreram. 

Acidente que vitimou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos aconteceu em Santos, São paulo. Foto: Futura Press/Estadão ConteúdoAcidente que vitimou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos aconteceu em Santos, São paulo. Foto: Futura Press/Estadão Conteúdo

A lista oficial da aeronáutica dos mortos na queda do aeronave que vitimou o candidato a presidência Eduardo Campos ainda não foi divulgada. A Globo News, porém, divulgou uma lista extra oficial com apenas quatro nomes, além do ex-governador pernambucano. Na lista - não oficial, vale salientar - estão os nomes dos asessores Carlos Percol e Pedro Valadares e os fotógrafos Alexandre Severo e Marcelo Lyra.

Todos os outros candidatos à presidência cancelaram suas agendas.

Veja a lista de mortos no acidente de avião que matou Eduardo Campos

Jato caiu sobre casas em Santos (SP) com sete pessoas a bordo.
Presidenciável do PSB tinha viajado para cumprir agenda de campanha.


Veja abaixo a lista das vítimas do acidente:
 
Da esquerda para a direita: Carlos Percol, Marcelo Lyra, o surfista Carlos Burle e Alexandre Severo (Foto: Reprodução/Instagram)Da esquerda para a direita: Carlos Percol, Marcelo
Lyra, o surfista Carlos Burle (que não estava no
avião) e Alexandre Severo
(Foto: Reprodução/Instagram)
Alexandre Severo Gomes da Silva, fotógrafo

Carlos Augusto Ramos Leal Filho, assessor
Conhecido como Percol, o jornalista era assessor de imprensa.

Eduardo Henrique Acioly Campos, candidado à presidência
Nascido em Recife, era presidenciável pelo PSB. Ele foi deputado federal e governou Pernambuco por dois mandatos. 

Geraldo da Cunha, piloto
Marcos Martins, piloto
Marcelo de Oliveira Lyra, cinegrafista
Pedro Almeida Valadares Neto, assessor de campanha e ex-deputado federal
Conhecido como Pedrinho Valadares, nasceu em Simão Simas (SE) em 1965. Foi advogado e deputado federal entre 1991 e 1995 pelo PFL; entre 1997 e 1999 pelo PP; e entre 1999 e 2003 pelo PSB. Mais tarde, assumiu mandato em 2008 e em 2010 como suplente pelo DEM.

Veja a trajetória de Eduardo Campos, filho e neto de políticos

Novembro de 1987 - Eduardo Campos (esq.) deixa a casa do deputado Ulysses Guimarães em São Paulo ao lado de seu avô, o então governador do Pernambuco, Miguel Arraes (centro) (Foto: Newton Aguiar/Estadão Conteúdo/Arquivo)
De família tradicional na política em Pernambuco, o ex-governador Eduardo Campos, 49 anos, nasceu no Recife em 10 de agosto de 1965. Ele era casado e pai de cinco filhos. Filho de Maximiliano Arraes e da ex-deputada federal e ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes, Campos se formou em economia na Universidade Federal de Pernambuco, onde atuou como presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade.
O contato com a política começou cedo, em 1986, quando trabalhou ativamente na campanha que elegeu seu avô, Miguel Arraes, ao governo de Pernambuco. Na época, Campos tinha apenas 21 anos. Quatro anos depois, em 1990, ele se filiou ao PSB.
Em 1994, com apenas 29 anos, foi eleito deputado federal, cargo para o qual foi reeleito em 1998 e em 2002. No início do terceiro mandato como deputado, Campos se aproximou do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ajudando a mobilizar a base governista para aprovar a Reforma da Previdência.

Em janeiro de 2004, foi nomeado por Lula ministro de Ciência e Tecnologia, onde trabalhou pela aprovação da lei que autoriza pesquisas com células tronco embrionárias.  Em 2006, Eduardo Campos foi eleito governador de Pernambuco em primeiro turno, com mais de 60% dos votos válidos e foi reeleito, em 2010, com 83% dos votos válidos.
Eduardo Campos posa para foto em 2005, quando era ministro da Ciência e Tecnologia do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva  (Foto: (Foto: Joedson Alves/ Estadão Conteúdo/Arquivo))Eduardo Campos posa para foto em 2005, quando era ministro da Ciência e Tecnologia do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: (Foto: Joedson Alves/ Estadão Conteúdo/Arquivo))
A gestão à frente do estado foi marcada pelos esforços em modernizar industrialmente a região. Durante a maior parte dos dois mandatos, Campos apoio os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff.

Em 2013, ele passou a reforçar críticas ao governo de Dilma, especialmente com relação à gestão da economia e a aliança com o PMDB. Em 18 de setembro do ano passado, o PSB entregou os cargos no governo federal, inclusive o comando do Ministério da Integração, e passou a se posicionar de forma independente nas votações. A decisão de se afastar do governo e lançar candidatura própria motivou a saída do partido e filiação ao PROS do governador do Ceará, Cid Gomes, e do irmão dele, Ciro Gomes.
Em outubro, Eduardo Campos se aliou à ex-senadora Marina Silva na disputa presidencial, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar o registro da Rede Sustentabilidade, partido que ela tentava criar para concorrer às eleições. Em 4 de abril deste ano, Eduardo Campos renunciou ao governo de Pernambuco para se dedicar à campanha para a Presidência da República.
Em 28 de junho, em aliança com outros cinco partidos, o PSB oficializou a candidatura de Campos à Presidência e de Marina Silva à vice-presidência. Na campanha, Campos e Marina apresentaram uma série de propostas, como escola em tempo integral, passe livre para estudantes de escola pública e disseram ser possível reduzir a inflação para 3% até 2018.
Pesquisa Ibope, encomendada pela TV Globo e divulgada na última quinta-feira (7), apontava Campos em terceiro lugar na disputa, com 9% das intenções de voto.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

PM e bombeiros do Rio Grande do Norte iniciam greve


  • PMs e bombeiros do Rio Grande do Norte protestam em frente à sede do governo do Estado, em Natal
    PMs e bombeiros do Rio Grande do Norte protestam em frente à sede do governo do Estado, em Natal
Policiais Militares e homens do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte iniciaram uma paralisação nesta terça-feira (22). Com a greve, o atendimento a ocorrências e patrulhamento está limitado. Apesar disso, ônibus e comércio funcionam normalmente em Natal.
De acordo com o Sintro (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do RN), não foram registradas ocorrências anormais por conta da paralisação da polícia e os ônibus estão circulando pela capital potiguar.
Desde as 7h da manhã, quando ocorreu a troca de turno, os militares cruzaram os braços para pressionar o governo do Estado a atender uma série de reivindicações.
A Procuradoria Geral do Estado informou que os militares que aderiram ao movimento vão responder a processos administrativos e podem ser presos, terem os salários cortados e serem desligados das corporações. Ainda não há registros de prisões.
Os PMs disseram que as equipes só vão sair às ruas com carros em condições legais e quando tiverem coletes e armamentos em condições de trabalho. Militares alegaram que muitos dos veículos utilizados para patrulhamento e outras ocorrências estão sem condições de uso, velhos e quebrados. Policiais também denunciam que trabalham com equipamentos fora da validade, como coletes, e armamentos obsoletos e sem munições suficientes.
Segundo a Associação de Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros do RN, a categoria também pede um reajuste de 56,7% nos salários, implantação do auxílio alimentação e a convocação de 824 candidatos aprovados na segunda fase do último concurso da PM. Além do cumprimento da lei 463/2012, que institui o pagamento das remunerações e das férias por níveis.
Para tentar evitar a paralisação, o governo do Estado anunciou um pacote de medidas no último sábado (19), mas, mesmo assim, as associações dos militares mantiveram o movimento alegando que o "governo do Estado não abriu negociação e fez apenas o anúncio das medidas sem discutir com a categoria".
Segundo o governo, o pacote previa o envio das seguintes medidas para a Assembleia Legislativa: revisão da lei de promoção de praças da PM e do Corpo de Bombeiros, novo concurso público para o Corpo de Bombeiros, nomeação de delegados, escrivães e agentes da Polícia Civil, revisão nos valores das diárias operacionais para policiais, abertura de cursos para a Polícia Militar e Bombeiros para que a promoção dos praças possa acontecer, e uma força tarefa para que o estatuto do Instituto Técnico-Científico de Polícia do Rio Grande do Norte possa ser enviado ao Ministério Público do Estado (MPE).
De acordo com o secretário de Segurança Pública, Elieser Girão, a Lei de Promoção de Praças será encaminhada para a Assembleia até o dia primeiro de maio deste ano.
"Da mesma forma, um novo concurso para praças e oficiais do Corpo de Bombeiros será lançado. Em relação à Polícia Civil foi determinado que sejam nomeados oito delegados, 13 escrivães e 31 agentes, também seguindo o trâmite na casa Legislativa.  No Corpo de Bombeiros, será encaminhada até o dia primeiro de maio a Lei de Segurança e Combate a Incêndios e Pânico, garantindo maior segurança aos estabelecimentos que dependem da vistoria do órgão", disse o secretário.
Há duas semanas, 23 barracas foram instaladas em frente à sede do governo do Estado, localizada no bairro da Candelária, em Natal, e os militares se reversam no acampamento.
Segundo a Associação dos Cabos e Soldados da PM, cerca de 2.000 militares estão no acampamento nesta manhã para apoiar os líderes do movimento durante a reunião que vai ocorrer entre o governo do Estado e a categoria, nesta terça-feira.
O governo do Estado informou que está aberto a negociações e que após a reunião de hoje deverá divulgar um balanço do que foi proposto aos militares.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Por meio de nota, o Governo da Bahia afirmou na noite desta quarta-feira (16) que as reivindicações das associações de policiais militares grevistas "ultrapassam o limite orçamentário do Estado".
Durante a tarde, associações de PMs entregaram um documento ao Comando da Polícia Militar, que intermediou a chegada dos itens até o governo estadual.
Também durante a tarde, o governador concedeu entrevista coletiva, afirmando ainda não ter visto o documento entregue, e avaliou a greve como "eleitoreira".
De acordo com o governo, os itens apresentados pela categoria, se atendidos, significariam um gasto de mais R$ 600 milhões por ano. “Essa nova pauta nos causa muita surpresa. Falamos que já estávamos no nosso limite e, hoje, recebemos a proposta com mais coisas inseridas. Esses pontos nos dariam um gasto anual de mais R$ 600 milhões. Consideramos isso um retrocesso”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, por meio de nota.
O governo ressalta que quer manter o diálogo aberto com a categoria. “Vamos ficar aguardando para que eles encaminhem uma proposta razoável. Esperamos isso rápido porque dependemos desta resposta para chegar a um consenso”, acrescentou o secretário.
Impasse
O reajuste nas Condições Especiais de Trabalho (CET) é o principal ponto de divergência entre policiais grevistas e governo do estado, que tentam negociar a finalização do movimento iniciado na Bahia, há um dia, nesta quarta-feira (16), segundo informa Marco Prisco, vereador filiado pelo PSDB que lidera o movimento.
"A questão remuneratória o governo não avançou. Queremos 90% para motorista e 80% para os policiais. Pode ter uma variação nisso sim. Agora é com o governo", diz. Prisco participa de nova reunião, na noite desta quarta-feira, com deputados estaduais, na Assembleia Legislativa e, em seguida, aconcete um encontro com o governador Jaques Wagner, na sede da Governadoria. O líder grevista informa que a categoria está aberta para acordo ainda nesta noite.
O governo explica que a CET é uma gratificação que atualmente vigora para oficiais e que os grevistas pedem que se estenda a todos do efetivo policial, informa o diretor de comunicação da PM, Gilson Santiago, que responde pelo governo. "Eles querem também que todo o reajuste que seja concedido aos policiais também seja concedido aos policiais inativos", explica.
Pauta ' (Foto: Henrique Mendes/G1)Pauta apresentada pelos grevistas à PM
(Foto: Henrique Mendes/G1)
Em relação à CET, o governo concordou em fazer alterações em reunião que antecedeu assembleia na terça-feira. Ficou acertado reajuste de 25% no valor da remuneração de policiais do administrativo; de 17% para 35% no valor para quem recebia reajuste; e os motoristas, que tinham 35%, ficarão com 60%. O código de ética e dos processos disciplinares, outros dois quesitos reinvindicados, também seriam revisados.
De acordo com Santiago, os grevistas pedem que o pagamento da Gratificação da Atividade Policial 5 (GAP-5), negociada em duas parcelas na greve de 2012, seja paga de forma integral e imediata, a partir do próximo vencimento. "Na realidade, o comando de greve quer um padrão remuneratório diferente do que temos hoje. Eles querem um subsídio, que faria com que todos ganhassem igualmente, soldados e oficiais. O soldado, na regra atual, na composição do subsídio, tem as gratificações. Eles querem que o subsídio seja implantado imediatamente e não esperar até novembro, março ou abril de 2015, como foi acordado".
Ele explica que a GAP-5 vai ser paga em duas partes, uma em novembro e outra em março ou abril de 2015. "Isso já foi objeto de negociação de 2012 e eles querem discutir isso novamente, só que com outro padrão. Eles já querem que seja paga essa GAP-5 no próximo mês e de uma vez só", ressalta.
Outros pontos da pauta de negociação apresentadas pelos grevistas são o aumento do auxílio alimentação para R$ 500 e 'anistia' a todos os participantes deste e do movimento de 2012, entre outros como a revisão do código de ética.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) declarou a ilegalidade da greve. De acordo com a decisão do desembargador Roberto Frank, os policiais militares devem retornar ao trabalho imediatamente. Caso os policiais não retornem ao trabalho, será aplicada multa diária de R$ 50 mil.
Lojas, bancos e shopping fecharam as portas em Salvador e a população, em geral, tem evitado sair às ruas.
Reforço na segurança
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informa que as tropas federais deslocadas à Bahia vão ser distribuídas em diversos municípios. Feira de Santana, Vitória da Conquista e Juazeiro, além de Salvador, também vivem mobilização da categoria. Cardozo aponta que as tropas são compostas por policiais militares, civis, bombeiros e peritos
A presidente Dilma autorizou o emprego das Forças Armadas na segurança pública por conta da diminuição do efetivo de PM nas cidades. Militares do Exército já são vistos nas ruas de Salvador. A PM informou que 85 viaturas, com 202 policiais, estão em atividade.
A previsão é a de que seis mil militares do Exército lotado na Bahia atuem no reforço, junto a cerca de três mil deslocados do Recife e de São Paulo, com mais três mil da Força Nacional. 
Greve de 2012
Marco Prisco foi o líder do movimento grevista de 2012, que durou 12 dias. Ele foi preso depois de um cerco do prédio da Assembleia Legislativa, onde os policiais acamparam, pelas tropas federais. No total, foram 12 mandados de prisão expedidos, motivados por conversas gravadas, reveladas pelo Jornal Nacional, que mostraram acertos para realização de ações de vandalismo emSalvador. No período, o aumento no número de homicídios foi de mais de 100%. Na ocasião, eles pediam o pagamento da Gratificação da Atividade Militar (GAP) 4 e a 5, além da não punição administrativa. Em outubro, Prisco foi o quarto vereador mais votado na capital baiana, eleito pelo PSDB.
Comando grevista da PM baiana apresenta propostas para o coronel Alfredo Castro (Foto: Henrique Mendes/G1)Comando grevista da PM apresenta propostas para o coronel Alfredo Castro no início da tarde desta quarta

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